quinta-feira, 19 de maio de 2011

CARNE BOVINA – Dicas para conservação.




A carne bovina é um alimento extremamente rico em proteínas, vitaminas, sais minerais e elevado teor de humidade. Estas características da carne a tornam um produto propício ao desenvolvimento de microrganismos, caso ela não seja conservada adequadamente e manipulada em condições rígidas de limpeza do local e do próprio manipulador.

Para uma boa conservação da carne em casa são necessários cuidados rigorosos para evitar alterações e contaminações. Assim, devemos sempre obedecer a limites de tempo e temperatura, que são utilizados nos vários métodos de conservação.

Quando falamos de carnes frescas, os meios de conservação são os que usam o frio, como a refrigeração e o congelamento. A refrigeração deve ser o método adotado para carne que será preparada e consumida em até 72h após a compra, no caso de período maior deve-se optar pelo congelamento.

Se congelada, a carne obviamente deverá passar por um processo de descongelamento para seu preparo. Este processo também requer técnicas e cuidados essenciais para se manter a qualidade e a integridade do alimento.


Resfriar
 
A refrigeração é um meio de conservação utilizado para carnes que serão consumidas num prazo de aproximadamente um a três dias, ou seja, em até 72h após a compra.

Quando você comprar carne resfriada, ao chegar em casa, coloque-a imediatamente no refrigerador.

Para uma boa conservação da carne, é necessário observar algumas regras de higiene:
  1. Mantenha o refrigerador limpo, lavando as superfícies internas com freqüência;
  2. Refrigere a carne em porções suficientes para o consumo previsto evitando empilhá-las ou compactá-las;
  3. Não coloque outros alimentos em cima ou embaixo do recipiente com carne, principalmente já cozidos; lembre-se de que as carnes tendem a gotejar e, assim, podem vir a sujar ou contaminar outros alimentos ou mesmo o refrigerador. Portanto coloque a carne em recipientes fundos ou então um prato sob a carne;
  4. Armazene carnes no refrigerador somente depois de limpas, sem aparas e preferencialmente sem gordura, que pode rancificar.


Congelamento


O congelamento da carne é um processo muito simples e prático, além de ser um dos melhores métodos de conservar o produto, reduzindo as alterações de cor, de sabor e de valor nutricional.

Todos os tipos de carne podem ser congelados, com exceção dos miúdos e das vísceras, que não devem passar por esse processo, pois deterioram-se com mais facilidade. Caso as vísceras não sejam consumidas de imediato, elas devem ser fervidas e mantidas em refrigeração (em geladeira) por um período de, no máximo, dois dias.

Hoje é possível comprar carnes já congeladas, cujo tempo de conservação será bem maior se forem mantidas congeladas em casa. Nada impede, no entanto, que se comprem carnes frescas e se faça o congelamento em casa.

Para fazer um congelamento caseiro, é preciso estar atento a normas de higiene e a alguns fatores que interferem na qualidade, na segurança e na boa conservação da carne.


Condições iniciais do produto

A carne deve ser sempre adquirida em estabelecimentos idôneos, que zelem por sua boa procedência. É importante ter um fornecedor de sua inteira confiança.


Teor de gordura

As carnes magras conservam-se melhor do que as carnes com capa de gordura. No caso de cortes como picanha e contrafilé, prefira, para congelar, as carnes embaladas a vácuo.


Embalagem para congelamento


Hoje se encontram no mercado várias peças de carne já embaladas. Ao serem congeladas, as carnes sempre devem estar acondicionadas em embalagens plásticas limpas, de onde se deve retirar todo o ar. Uma ótima opção é congelar produtos adquiridos em embalagens fechadas a vácuo.


Tipo de congelamento

O congelamento de carne deve ser rápido, pois assim provoca poucas alterações nas características do produto. O congelamento rápido não ocasiona grandes danos ao tecido muscular e garante a preservação da maciez e da qualidade nutricional do produto. Este procedimento evita a formação de grandes cristais de gelo no interior das fibras, mantendo, assim, a integridade do produto.


Grandes porções de carne

Evite congelar grandes pedaços de carne. O mais aconselhável é dividir a peça em porções, ou seja, cortar os pedaços em tamanhos que lhe sejam convenientes para o uso no dia-a-dia, pois pedaços grandes demoram muito tempo para congelar-se, o que favorece a formação de grandes cristais de gelo no interior dos tecidos. Esses cristais alteram as qualidades culinárias da carne, sobretudo a suculência (quantidade de suco). Além disso, tal procedimento evita o desperdício, pois a carne, uma vez descongelada, não deve ser novamente congelada. Carne descongelada só poderá voltar ao freezer como prato pronto, nunca crua.

  • Não é aconselhável lavar as carnes com água antes de congelá-las.
  • Carnes com ossos: se você congelar carnes com ossos, tome cuidado para que eles não furem a embalagem.
  • Carnes temperadas: evite congelar carnes já temperadas. Temperos como cebola e alho têm alteração de sabor quando congelados por um certo tempo.
  • Carne moída: caso queira congelar carne moída, compre-a sempre em estabelecimentos de sua confiança e peça carnes mais magras para moer. A carne moída deteriora-se mais rápido, pois passa por um processo em que há quebra das fibras em partículas muito pequenas.
  • Etiquetas: outra dica muito útil é o uso de etiquetas nas embalagens, nas quais se deve colocar o nome da peça de carne (picanha, maminha, alcatra), a data de validade ou de congelamento e a quantidade contida na embalagem (por exemplo, seis bifes, 300 g, para quatro pessoas). Lembre-se de que as carnes, quando congeladas, são todas parecidas e, com o uso de etiquetas, você evitará possíveis enganos de cortes ou de porções.

Seguindo esses cuidados, a carne congelada terá validade de até oito meses para carnes em pedaços; seis meses para bifes ou carne assada e três meses para carne moída. Se a carne permanecer congelada por muito tempo, ela começará a ressecar-se. O efeito de ressecamento é maior em pedaços pequenos do que em pedaços grandes, daí a variação no tempo de validade.


Descongelar

O segredo de um bom descongelamento é ser gradativo, ou seja, o descongelamento deve ser feito o mais lentamente possível, de maneira natural e sempre no interior do refrigerador, a uma temperatura entre 2 e 10ºC.

Durante todo o processo de descongelamento, a carne deve ser mantida na mesma embalagem em que foi congelada. Este é um processo que requer paciência, pois a carne deverá permanecer em geladeira descongelando por no mínimo 12 horas, ou de um dia para o outro.

Caso se tenha pressa em descongelar, faça isto em forno microondas, evitando ao máximo descongelar carnes em temperatura ambiente ou por imersão em água, pois isto pode contribuir para o crescimento bacteriano, aumentando a quantidade de suco da carne, bem como sua rancificação ou perda de nutrientes.

A regra básica para se ter uma carne bem conservada com manutenção do sabor e da suculência é: congelamento rápido e descongelamento lento.
Após o descongelamento, a carne deve preferencialmente ser preparada e consumida imediatamente, pois uma vez descongelada estará sujeita à deterioração. Carne descongelada poderá ser mantida em refrigeração, porém deverá ser consumida em até 24 horas.

Deve-se tomar bastante cuidado com o líquido que escorre durante o descongelamento da carne, pois este líquido pode servir de foco de contaminação. Por isto, sempre coloque a carne para descongelar num recipiente fundo e descarte o suco. Após o uso, lave bem o vasilhame onde a carne foi descongelada. Não é recomendável congelar novamente a a carne crua, porém se a carne for cozida é possível o recongelamento, mas lembre-se que podem haver alterações no produto.

Bifes e hambúrgueres congelados individualmente podem ser descongelados diretamente no fogo, numa frigideira. Cozinhe sempre hambúrguer e carne moída bem, até que não haja mais suco escorrendo ou partes de carne ainda não cozidas.




segunda-feira, 16 de maio de 2011

EMULSÕES



Os dois molhos fundamentais no trabalho de garde manger, vinagrete e maionese, são emulsões, que pode ser descrito como uma mistura uniforme de duas substâncias que não se misturam naturalmente. Assim, a emulsificação só será obtida por meio da aplicação de técnicas adequadas para mistura uniforme destas substâncias.

É sabido que o óleo e água não se misturam facilmente, tornando a preparação destes molhos um desafio. Azeite e vinagre são os dois principais ingredientes no preparo do vinagrete e da maionese. Como a água é o principal componente do vinagre, se você combinar o vinagre com o óleo em um recipiente ocorrerá a separação dos dois ingredientes em duas camadas distintas: o vinagre no fundo e o óleo no topo. Se você misturá-los simplesmente por meio de agitação, eles rapidamente voltarão a se separar em duas camadas.

O vinagrete é um exemplo dE emulsão temporária, também chamada de emulsão instável. O vinagrete feito corretamente permanece emulsionada por algum tempo, mas eventualmente o óleo e a água se separam. A maionese, por outro lado, é uma emulsão permanente, também chamado de emulsão estável. Quando feita e armazenada corretamente a maionese permanece emulsionada indefinidamente.


MOLHOS FRIOS



Grande parte dos pratos preparados pelo departamento de garde manger são acrescidos por algum tipo de molho. Algumas vezes, o molho é parte integrante do prato, como no caso das saladas e sanduíches. Em outros pratos, como no caso das carnes frias, patês e terrines, o molho é servido a parte. Não importa como ele é usado, o molho é um elemento importante na finalização de muitos pratos, e uma das atribuições reservadas ao profissional de GARDE MANGER, cabendo a ele a preparação dos molhos frios ou que são servidos em temperatura ambiente.

Por definição, um molho é um acompanhamento líquido para alimentos sólidos. Dois importntes tipos de molho, fundamentais para o trabalho garde manger, são: vinagrete e a maionese.

sábado, 14 de maio de 2011

SALADA NA MORANGA “AL MARE”


Ingredientes:
  • 1 moranga média
  • 300 gr de lula
  • 300 gr de camarão
  • 300 gr de polvo
  • 1 cebola
  • 2 tomates médios
  • 1 Pimentão amarelo
  • 1 Pimentão verde
  • 1 Pimentão vermelho
  • ½ Cheiro verde
  • 50 gr de azeitonas pretas
  • ½ xícara (chá) de vinho branco seco
  • ½ xícara (chá) de vinagre branco
  • 1 Limão
  • Azeite
  • Sal

Modo de preparo:
Cozinhe a lula, o camarão e o polvo em água e sal. Escorra, deixe esfriar. Retire as cascas dos camarões, corte as lulas em anéis e o polvo em pedaços pequenos, reservando alguns tentáculos para a decoração do prato.
Corte a cebola, os tomates e os pimentões em brunoise e o cheiro verde em julienne. Numa travessa misture os crustáceos, as verduras e as azeitonas e tempere com o vinho, o azeite, o vinagre, o suco de limão, o azeite e acerte o sal.
Descasque a moranga e faça um corte na parte superior, criando uma “tampa” para retirada das sementes.
Coloque a salada dentro da moranga e decore.

JULIENNE


Empregado no corte de legumes, verduras e frutas, consiste em tiras finas e longas, que são utilizadas no preparo e decoração de pratos.  Para fazê-lo, corte o ingrediente em fatias longitudinais com 2,5 cm a 5 cm  de comprimento, por 2 a 3 mm de espessura.